Contacto
Boletim

Termos legais

Autores/as

Tags

RSS


RSS de Novidades

Dicionário Espanhol-Português Porto Editora

Dicionário Espanhol-Português Porto Editora

O Dicionário Editora de Espanhol-Português, da colecção Editora, contém cerca de 65 000 entradas, incluindo as variantes dos países hispano-americanos, termos das novas tecnologias da informação e da comunicação, bem como conceitos das mais diversas áreas técnicas e científicas.

Mais detalhes


30,00 € taxas incl.

Aviso: últimos produtos em estoque!

Programa de fidelidade Através da compra deste produto você pode ganhar até 3 pontos de fidelidade. Seu carro terá um total de 3 pontos que pode ser convertido em um cupom de 0,60 €.


Resenhado por Carlos Garrido (Ourense, 1967).

 

Estudioso da língua especializada, lexicógrafo e tradutor científico. Autor de diversas obras, como o Dicionário Terminológico Quadrilíngue de Zoologia dos Invertebrados (1997) e o Manual de Galego Científico (2000), Carlos Garrido é professor titular da Universidade de Vigo, onde lecciona 'Traduçom de Textos Científicos e Técnicos Inglês/Alemám-Galego', e, desde o ano 2009, preside a Comissom Lingüística da Associaçom Galega da Língua.


 

Na actual Galiza, para que as cousas corressem bem para a nossa língua, um grande número de pessoas deviam ser neofalantes constantes de galego, e os galecófonos de língua materna galega, também.


Nom há dislate: o aparente paradoxo da afirmaçom anterior desfai-se ao encararmos de um ponto de vista quantitativo os usos lingüísticos do utente médio de galego e a qualidade do seu léxico, pois é umha triste realidade que hoje, numha esmagadora maioria de galego-falantes, tanto galecófonos primários como neoutentes do idioma, umha proporçom assustadora das palavras proferidas ou escritas nom som oriúndas da língua, nem nela estám naturalizadas, nem com ela se mostram compatíveis. Por exemplo, nom engendrou a nossa língua a voz bolígrafo, forjada que foi no remoto oriente por herreros e cujo uso entre nós representa desconsideraçom da pertinente voz vazada em terras meridionais por hábeis ferreiros da nossa estirpe; nom pode receber carta de galega natureza a voz marmelada quando usada no sentido de ‘doce pastoso de frutas diversas para barrar o pam’, porque marmelada já é, evidentemente, o doce feito a partir de marmelo (como limonada é a bebida de limom e laranjada, a de laranja); nem podemos, se tivermos um mínimo de sensibilidade (galega), acolher na nossa linguagem artística ou informática formas como o icono, ou a icona, do mesmo modo que os castelhanos nuncam admitiriam na sua língua umha icoña ou um icoño...!


Precisamente, para nos ajudar a combater no dia a dia este tipo de usos lexicais desnaturalizadores e incapacitantes, induzidos polo castelhano perante a multissecular estagnaçom que sofreu o galego ou engendrados pola subida ignoráncia e crasso sectarismo da actual Real Academia Galega, agora dispomos do novo Dicionário de Espanhol-Português do conceituado lexicógrafo galego Álvaro Iriarte Sanromán. Ao combinarem-se nesta obra de consulta as ubíquas palavras invasoras que queremos e devemos evitar em galego com o tesouro de vozes modernas e cultas, bem galegas e bem úteis, que nos fornecem as variantes lusitana e brasileira da nossa língua, o dicionário de Álvaro Iriarte constitui umha ferramenta preciosa para irmos melhorando de maneira eficaz a nossa expressom. Trata-se, além disso, de um dicionário de notável abrangência lexical (c. 65.000 entradas), rico em fraseologia e de fácil e eficaz consulta, pois foi elaborado conforme os critérios da moderna lexicografia, na linha desses dicionários bilíngües publicados em Inglaterra e na Alemanha que sempre admirámos.


Num trabalho recente sobre léxico, perguntava a si próprio o autor destas linhas, com um tudo-nada de maldosa ironia, quantos escritores e académicos galegos hoje “consagrados”, sem dúvida conhecedores de expressons castelhanas como aguafiestas, a rajatabla, cigüeñal, gafotas, gorrón, hortera, manitas, porro ‘cigarro de haxixe’, potito, rellano, taquilla ‘armarinho para os alunos num centro de ensino’, topo ‘delator infiltrado’, etc., saberiam dizer os correspondentes conceitos em genuíno galego. Lamentavelmente, nom podemos concluir senom que essa cifra tende para zero! Ora, se tal ignoráncia por parte de galegos tam “doutos” nunca admitiu airosa desculpa, se sempre tem sido insuficiente o pretexto de que, procurando no dicionário bilíngüe da Real Academia Galega, por exemplo, a voz aguafiestas, nele apenas se encontra a equivalência “persoa que estraga ou interrompe unha diversión” (!), ou por taquilla, apenas “armario” (!), agora, com o magnífico Dicionário de Espanhol-Português de Álvaro Iriarte, essas lacunas expressivas som puro delito (*).


A tradiçom galeguista demandava que, contra o assovalhamento da terra, berrássemos «Ei, carvalheira!» e «Arde-lhe o eixo!». Nesta altura, o imperativo social e individual de dignificaçom da cultura autóctone da Galiza, de cabal capacitaçom expressiva da nossa língua, exige que digamos e escrevamos, com plena eficácia e cabal autenticidade, esferográfica e compota de morango e ícone do computador. Para isso, nada menos, é muito útil o magnífico Dicionário de Espanhol-Português de Álvaro Iriarte Sanromán.


(*) Eis, correlativamente, as congeniais soluçons lexicais oferecidas ao galego pola variante lusitana da nossa língua, registadas no Dicionário de Espanhol-Português de Álvaro Iriarte: desmancha-prazeres, à risca, cambota, caixa de óculos, crava, piroso, engenhocas, charro, boiom, patamar, cacifo, bufo.

Na actual Galiza, para que as cousas corressem bem para a nossa língua, um grande número de pessoas deviam ser neofalantes constantes de galego, e os galecófonos de língua materna galega, também. Nom há dislate: o aparente paradoxo da afirmaçom anterior desfai-se ao encararmos de um ponto de vista quantitativo os usos lingüísticos do utente médio de galego e a qualidade do seu léxico, pois é umha triste realidade que hoje, numha esmagadora maioria de galego-falantes, tanto galecófonos primários como neoutentes do idioma, umha proporçom assustadora das palavras proferidas ou escritas nom som oriúndas da língua, nem nela estám naturalizadas, nem com ela se mostram compatíveis. Por exemplo, nom engendrou a nossa língua a voz bolígrafo, forjada que foi no remoto oriente por herreros e cujo uso entre nós representa desconsideraçom da pertinente voz vazada em terras meridionais por hábeis ferreiros da nossa estirpe; nom pode receber carta de galega natureza a voz marmelada quando usada no sentido de ‘doce pastoso de frutas diversas para barrar o pam’, porque marmelada já é, evidentemente, o doce feito a partir de marmelo (como limonada é a bebida de limom e laranjada, a de laranja); nem podemos, se tivermos um mínimo de sensibilidade (galega), acolher na nossa linguagem artística ou informática formas como o icono, ou a icona, do mesmo modo que os castelhanos nuncam admitiriam na sua língua umha icoña ou um icoño...!
Precisamente, para nos ajudar a combater no dia a dia este tipo de usos lexicais desnaturalizadores e incapacitantes, induzidos polo castelhano perante a multissecular estagnaçom que sofreu o galego ou engendrados pola subida ignoráncia e crasso sectarismo da actual Real Academia Galega, agora dispomos do novo Dicionário de Espanhol-Português do conceituado lexicógrafo galego Álvaro Iriarte Sanromán. Ao combinarem-se nesta obra de consulta as ubíquas palavras invasoras que queremos e devemos evitar em galego com o tesouro de vozes modernas e cultas, bem galegas e bem úteis, que nos fornecem as variantes lusitana e brasileira da nossa língua, o dicionário de Álvaro Iriarte constitui umha ferramenta preciosa para irmos melhorando de maneira eficaz a nossa expressom. Trata-se, além disso, de um dicionário de notável abrangência lexical (c. 65.000 entradas), rico em fraseologia e de fácil e eficaz consulta, pois foi elaborado conforme os critérios da moderna lexicografia, na linha desses dicionários bilíngües publicados em Inglaterra e na Alemanha que sempre admirámos.
Num trabalho recente sobre léxico, perguntava a si próprio o autor destas linhas, com um tudo-nada de maldosa ironia, quantos escritores e académicos galegos hoje “consagrados”, sem dúvida conhecedores de expressons castelhanas como aguafiestas, a rajatabla, cigüeñal, gafotas, gorrón, hortera, manitas, porro ‘cigarro de haxixe’, potito, rellano, taquilla ‘armarinho para os alunos num centro de ensino’, topo ‘delator infiltrado’, etc., saberiam dizer os correspondentes conceitos em genuíno galego. Lamentavelmente, nom podemos concluir senom que essa cifra tende para zero! Ora, se tal ignoráncia por parte de galegos tam “doutos” nunca admitiu airosa desculpa, se sempre tem sido insuficiente o pretexto de que, procurando no dicionário bilíngüe da Real Academia Galega, por exemplo, a voz aguafiestas, nele apenas se encontra a equivalência “persoa que estraga ou interrompe unha diversión” (!), ou por taquilla, apenas “armario” (!), agora, com o magnífico Dicionário de Espanhol-Português de Álvaro Iriarte, essas lacunas expressivas som puro delito (*).
A tradiçom galeguista demandava que, contra o assovalhamento da terra, berrássemos «Ei, carvalheira!» e «Arde-lhe o eixo!». Nesta altura, o imperativo social e individual de dignificaçom da cultura autóctone da Galiza, de cabal capacitaçom expressiva da nossa língua, exige que digamos e escrevamos, com plena eficácia e cabal autenticidade, esferográfica e compota de morango e ícone do computador. Para isso, nada menos, é muito útil o magnífico Dicionário de Espanhol-Português de Álvaro Iriarte Sanromán.

 

Não há comentários de clientes neste momento.

Somente os usuários registados podem publicar novos comentários.

5 produtos mais na mesma categoria