Após umha “Apresentaçom” (pp. 9-10) de Alexandre Banhos, na altura presidente da AGAL, que enquadra a Marinhas na “tradiçom galeguista, progressista e liberal que existiu (e ainda existe) na cidade da Corunha”, incluem 9 trabalhos e dous apêndices.
No primeiro contributo, intitulado “O meu tio” (pp. 11-30), Pablo González Marinhas revela diversos aspectos inéditos e algumhas poesias de Jenaro Marinhas, além de oferecer informaçons muito valiosas para um melhor conhecimento da pessoa. Joel R. Gômez escreve (pp. 31-92) “Aproximaçom a Jenaro Marinhas del Valle (1908-1999), o homem de empresa e das finanças que acreditou nas Letras Galegas”, em que se dam dados pouco difundidos a respeito desta faceta de Marinhas no exercício da sua profissom como homem de empresa, e também se inclui umha bibliografia da sua produçom e de muitos estudos a ela dedicados.
Henrique Rabuñal (pp. 93-102) escreve “Marinhas del Valle leal e erguido”, em que revisita muitos instantes do relacionamento pessoal entre eles e os estudos que lhe tem dedicado ao longo de muitos anos; José-Mª Monterroso Devesa, em “Jenaro Marinhas del Valle: Modéstia, elegância, coerência, lealdade...” (pp. 103-122), também refere o relacionamento entre ambos, que partilhárom iniciativas como a Associaçom Cultural O Facho ou a AGAL, e acrescenta contributos valiosos para um melhor conhecimento da cidade da Corunha e da sua história.
António Gil Hernandez (pp. 123-124) contribui com “As minhas conversas com Dom Jenaro. Breves reflexões”, um breve esquema-resumo dos diálogos que tivérom, focando principalmente os temas do nacionalismo galego e a língua da Galiza; Aurora Marco (pp. 125-144), em “Marinhas del Valle poeta. Vida, sonho, realidade”, fixa o córpus da produçom de poesia publicada por Marinhas e faz um estudo especializado da mesma.
Mª Manuela Ribeira Cascudo (pp. 145-178), em “Magia e realismo nos contos de A Vida Escura” estuda este livro de narrativa de Marinhas editado pola AGAL (e reeditado também recentemente); Isaac Alonso Estraviz (pp. 179- 186) em “Jenaro Marinhas del Valle, Um Patriota Exemplar”, conclui que “Jenaro Marinhas del Valle homem bom e generoso, culto, alegre, social, tolerante, apaixonado pola sua pátria e pola sua cultura, respeitoso de todos e amigo leal dos amigos, é um modelo a imitar por todos nós”;.
Cilha Lourenço Módia (pp. 187-196), em “Percursos expressivos do teatro de Jenaro Marinhas” estuda o seu contributo como dramaturgo; e Ernesto Vázquez Souza (pp. 197-324) em “De touros e papéis de Salamanca”, partindo de umha citaçom de Marinhas estuda documentos do Archivo General de la Guerra Civil e do Centro Documental de la Memoria Histórica de Salamanca, e dá vissibilidade a elementos de valor para o estudo do republicanismo galego e a sua repressom, em especial na cidade da Corunha.
Finalmente, um primeiro Apêndice (pp. 325-337) refere “A Corunha Galeguista: Um paseio com Jenaro Marinhas del Valle”; e um segundo (pp. 338-339) a “Brochura repartida com motivo do Congresso em todas as caixas de correios (100.000 exemplares) dos concelhos da Corunha, Oleiros e Culheredo”.
Conforma-se assim um volume em que, por umha parte, contribuem representaçons das três universidades galegas e outras pessoas especializadas no estudo de Marinhas; e recolhem-se nos apêndices materiais de interesse, facilitando e divulgando a sua leitura.