Trata-se, de facto, do primeiro estudo das gírias gremiais galegas realizado de um ponto de vista lingüístico, e nom simplesmente etnográfico, de modo que o livro de Jorge Rodrigues fornece dados fundamentais sobre a origem, constituiçom e relaçons de mais de trinta gírias gremiais dos domínios lingüísticos galego-português, ásturo-leonês e castelhano.
Por gírias ou criptolectos gremiais deve aqui entender-se o conjunto de códigos verbais especiais, derivados da língua comum, que fôrom gerados (em muitos casos, já na Idade Média) no seio de certos colectivos profissionais de carácter tradicional (na Galiza, por exemplo, afiadores [baralhete], alvanéis [verbo dos chafoutas], pedreiros [verbo dos arguinas], telheiros [verbo dos cabaqueiros], músicos [verbo dos xingreiros]...) com a finalidade de se impedir a inteligência das mensagens a indivíduos alheios ao ofício.
A monografia de Jorge Rodrigues é de enorme interesse, porquanto até à presente altura sobre as gírias gremais apenas existiam estudos antigos, elaborados na sua maioria por etnógrafos amadores e carentes de rigor filológico. Além disso, muitas destas gírias estám hoje à beira da extinçom, polo que se revela urgente o levantamento de testemunhos directos da sua existência.
Como fonte do material lingüístico estudado, o autor efectuou um completo escrutínio da bibliografia e realizou entrevistas pessoais a utilizadores e conhecedores de várias destas gírias, pesquisa de gabinete e de campo de que resulta a compilaçom de mais de mil palavras criptolectais nunca antes registadas e a surpreendente descoberta de algumha gíria galega até agora desconhecida, como o baralhete dos cegos.
Como fonte do material lingüísti-co estudado, o autor efectuou um completo escrutínio dabibliografia e realizou entrevistas pessoais a utilizadores econhecedores de várias destas gírias, pesquisa de gabinete ede campo de que resulta a compilaçom de mais de mil pala-vras criptolectais nunca antes registadas e a surpreendentedescoberta de algumha gíria galega até agora desconhecida,como o baralhete dos cegos. Diga-se, por último, que a ricarealidade lingüística que este magnífico contributo filológi-co de Jorge Rodrigues desvenda tampouco servirá, para des-gosto dalguns, como abonaçom de aventureiras teses isolacio-nistas, umha vez que o rastejamento das origens e relaçonsentre as gírias da Galiza e as gírias de Portugal também vema confirmar, e nom podia ser doutro modo, a evidente unida-de lingüística galego-portuguesa
Até à presente altura sobre as gírias gremiais apenas existiam estudos antigos, elaborados na sua maioria por etnógrafos amadores e carentes de rigor filológico. Além disso, muitas destas gírias estám hoje à beira da extinçom, polo que se revela urgente o levantamento de testemunhos directos da sua existência.
Por gírias ou criptolectos gremiais deve aqui entender-se o conjunto de códigos verbais especiais, derivados da língua comum, que fôrom gerados (em muitos casos, já na Idade Média) no seio de certos colectivos profissionais de carácter tradicional (na Galiza, por exemplo, afiadores [baralhete], alvanéis [verbo dos chafoutas], pedreiros [verbo dos arguinas], telheiros [verbo dos cabaqueiros], músicos [verbo dos xingreiros]...) com a finalidade de se impedir a inteligência das mensagens a indivíduos alheios ao ofício.
Como fonte do material lingüístico estudado, o autor efectuou um completo escrutínio da bibliografia e realizou entrevistas pessoais a utilizadores e conhecedores de várias destas gírias, pesquisa de gabinete e de campo de que resulta a compilaçom de mais de mil palavras criptolectais nunca antes registadas e a surpreendente descoberta de algumha gíria galega até agora desconhecida, como o baralhete dos cegos.
Diga-se, por último, que a rica realidade lingüística que este magnífico contributo filológico de Jorge Rodrigues desvenda tampouco servirá, para desgosto dalguns, como abonaçom de aventureiras teses isolacionistas, umha vez que o rastejamento das origens e relaçons entre as gírias da Galiza e as gírias de Portugal também vem a confirmar, e nom podia ser doutro modo, a evidente unidade lingüística galego-portuguesa.