Este é um trabalho que "surgiu da idea de que seria interessante examinar a consideração que recebia o galego nos tratados gramaticais e ortográficos portugueses dos séculos XVI e XVII". Como indica o autor, "queria saber em concreto se a nossa língua era encarada pelos autores das tais gramáticas e ortografias como uma entidade autónoma, claramente diferenciada do portugês, ou, antes, como uma sua subespécie".
Através de um percurso sistemático pelas obras referidas, o autor consegue conjugar o rigor intelectual com a paixão investigadora para oferecer aos leitores de Laiovento e da Imperdível uma aportação original no campo dos estudos linguísticos.
Fernando Vázquez Corredoira (Corunha, 1965). É licenciado em Filologia Galego-Portuguesa pola Universidade da Corunha onde fijo, também, os Cursos de pós-graduaçom. Frequentou o Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros na Universidade Clássica de Lisboa e o Curso de Formaçom de Professores de Português, Língua estrangeira, na Universidade do Porto. Foi Professor na Universidade Federal de Goiás (Goiânia-Brasil). Trabalhou na Escola de Língua de Ourense e na actualidade trabalha na de Ponte Vedra. Tem colaborações e trabalhos sobre temas de Língua Galego-Portuguesa em publicações periódicas da Galiza, Portugal e o Brasil, entre os quais "A Melhor Orthographia" (Língua e Cultura, Sociedade da Língua Portuguesa, 1997), "Cultismos Estranhos" (Agália, 1998), a obra que aqui apressentamos "A Construção da Língua Portuguesa" (Laiovento, 1998) ou "A Questão da Ortografia. Poder, Impotência e Argalhadas" (Análise Empresarial, 2001).