Contacto
Boletim

Termos legais

Autores/as

Tags

RSS


RSS de Novidades

Jesusalém

Jesusalém

“Jesusalém”, o novo romance de Mia Couto. A mais madura e mais conseguida obra de um escritor no auge das suas capacidades criativas.

Mais detalhes


15,00 € taxas incl.

Aviso: últimos produtos em estoque!

Programa de fidelidade Através da compra deste produto você pode ganhar até 1 ponto de fidelidade. Seu carro terá um total de 1 ponto que pode ser convertido em um cupom de 0,20 €.


Resenhado por Séchu Sende (Padrom, 1972)


 Iniciou-se como poeta vinculado ao Colectivo Poético Serán Vencello, formando parte da  geraçom de 90 e que mais tarde se revelou também como um dos narradores de princípios  do século XXI. Foi um dos fundadores do projeto editorial Letras de Cal, no que publica o  seu primeiro livro Odiseas em 1998. Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa, como  sociolingüista foi cofundador da Cooperativa Tagen Ata, Língua e Comunicaçom. Em 2003  ganha o Prémio Blanco Amor com o romance Orixe. O seu último livro é o conjunto de  relatos curtos Made in Galiza (2007), que recebeu o Prémio Anxel Casal ao Melhor Livro do  Ano, concedido pola Associaçom de Editores Galegos.



Jesusalém é um livro como um desses caminhos pelos quais antes nunca passache. Um caminho novo. Essa será a experiência de quem já tinha lido algum dos 21 livros anteriores de Mia Couto. Este romance com zebra, árvore e labirinto na capa volta surpreender.

 

Jesusalém
Mia Couto, 
Caminho, 2009
Jesusalém é um livro como um desses caminhos pelos que antes nunca passache. Um caminho novo. Essa será a experiéncia de quem já tinha lido algum dos 21 livros anteriores de Mia Couto. Este romance com zebra, árvore e labirinto na capa volta sorprender.
Talvez porque a infáncia é idade da neofília, do gosto insaciável polas experiéncias novas, o narrador, que fala de quando tinha onze anos, conta umha história que transmite a originalidade do mundo que se está a descobrer, a revelar. 
Porque o romance de Mia Couto é um livro que acompanha a descoberta do mundo porque “O pai escondeu-me o mundo enteiro”, relata Mwanito. Um pai foge com os seus dous filhos ao lugar mais solitário do mundo porque “o mundo acabou” e quer construír um território -Jesusalem, a terra onde Jesus haveria de se descrucificar- sem memória nem imaginaçom. O pai é um home louco. Os filhos, por sorte, aínda nom som homes nem estam loucos.
Porque Jesusalém é um mundo de homes. Só homes. A mulher, proibido recorda-la. Pensa-la. E é muito difícil de imaginar. Para esse pai misógino e delirante a única preséncia feminina permitida nessa utopia é a jumenta Jezibela. Animalinho.
Mas diante do home que foge da realidade, a mulher aparece e enfronta-se a ela, transformando-a. Aínda que tamém hai mulheres derrotadas, pola morte ou a injustiça. A mulher cámbia a história.
E o conflito entre o pai e os filhos é rutinário e transcendental ao mesmo tempo, violento, patético, conmovedor, como na vida fora dos livros. Ou na carta de Kafka a seu pai.
Passei-no bem lendo Jesusalém. Tivem a impresiom de estar a conhecer um pouco de África e reconhecim o meu próprio país. Na sua gente, a minha.
A gente de Jesusalém está viva. Algumha está louca e outra luita contra a loucura. E o tempo voou, entretido. Para colegas, sinceramente: Jesusalém deve-se ler.
Espero que gostedes. E se nom, sinto-o.
Séchu SJesusalém é um livro como um desses caminhos pelos que antes nunca passache. Um caminho novo. Essa será a experiéncia de quem já tinha lido algum dos 21 livros anteriores de Mia Couto. Este romance com zebra, árvore e labirinto na capa volta sorprender.

Talvez porque a infáncia seja idade da neofilia, do gosto insaciável polas experiências novas, o narrador, que fala de quando tinha onze anos, conta umha história que transmite a originalidade do mundo que se está a descobrir, a revelar. 

 

Porque o romance de Mia Couto é um livro que acompanha a descoberta do mundo porque “O pai escondeu-me o mundo enteiro”, relata Mwanito. Um pai foge com os seus dous filhos ao lugar mais solitário do mundo porque “o mundo acabou” e quer construir um território - Jesusalém, a terra onde Jesus haveria de se descrucificar- sem memória nem imaginaçom. O pai é um homem louco. Os filhos, por sorte, ainda nom som homes nem estám loucos.

 

Porque Jesusalém é um mundo de homes. Só homes. A mulher, proibido recordá-la. Pensá-la. E é muito difícil de imaginar. Para esse pai misógino e delirante a única presença feminina permitida nessa utopia é a jumenta Jezibela. Animalinho.

 

Mas diante do home que foge da realidade, a mulher aparece e enfronta-se a ela, transformando-a. Ainda que tamém hai mulheres derrotadas, pola morte ou a injustiça. A mulher muda a história.

 

E o conflito entre o pai e os filhos é rutinário e transcendental ao mesmo tempo, violento, patético, comovedor, como na vida fora dos livros. Ou na carta de Kafka a seu pai.

 

Passei-no bem lendo Jesusalém. Tivem a impressom de estar a conhecer um pouco da África e reconhecim o meu próprio País. Na sua gente, a minha.

 

A gente de Jesusalém está viva. Algumha está louca e outra luita contra a loucura. E o tempo voou, entretido. Para colegas, sinceramente: Jesusalém deve-se ler.

 

Espero que gostedes. E se nom, sinto-o.

Não há comentários de clientes neste momento.

Somente os usuários registados podem publicar novos comentários.

30 produtos mais na mesma categoria